flanar, verbo intransitivo: andar ociosamente, sem rumo nem sentido certo; flanear, flainar, perambular.

Etimologia: do francês flâner (1808) 'avançar lentamente e sem direção certa'. (Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa)



Encontre o que procura neste blog ou na net

Google

Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Ou não...



Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Post enoooooorme a pedido da Poliane: cinco livros que marcaram a minha vida!

Claro que escolher cinco é difícil. Como diz a Renata, toda a "Coleção Vagalume", por exemplo, deveria estar aqui... O Pequeno Príncipe, eu tinha não só o livro, mas um LP (vinil) daqueles de 78 rotações, onde quem narrava a história era o Paulo Autran. Muito legal! Herança! Mas tá bom, só cinco, vamos tentar:

Coisas de quem já era Biólogo desde criança e não sabia!

O Menino do Dedo Verde

Autor: Maurice Druon

Título original “Tistou les pouces verts”

Editora no Brasil: José Olympio

Lançado em 1957

Tistu é um menino muito feliz, que nasceu e foi criado com todo o luxo que seus belos pais - donos da maior fábrica de canhões do mundo - podiam dar e o dinheiro podia comprar. Morava numa mansão - a "Casa-que-Brilha" - e tinha criados que o adoravam. Ao completar oito anos, seus pais decidem que já é hora do filho conhecer as coisas da vida e se preparar para, no futuro, assumir e dar continuidade aos negócios da família. No entanto, logo no primeiro dia de aula o menino é expulso do colégio por dormir durante as aulas. Com isso, os pais de Tistu decidem que a educação do menino se fará dentro de casa, sem livros, através de suas próprias experiências e observações. No dia de sua primeira aula com o jardineiro Bigode, Tistu descobre um dom excepcional: ele tem o dedo verde - o que significa que basta um toque de seu polegar para que surjam plantas e flores onde quer que ele encoste. Com as aulas do Senhor Trovões, ele entra em contato com a violência urbana cotidiana e conhece a infelicidade e a tristeza. Inconformado, Tistu decide mudar o mundo apenas com o toque de seu dedo verde, começando pela cidade onde mora, Mirapólvora.


Foi o único que primeiro eu vi o filme e depois fui atrás do livro!

O Caso dos Dez Negrinhos

Autor: Agatha Christie

Título original “Ten Little Niggers

Lançado em 1939

Este livro conta a história de dez pessoas que nada têm em comum, e sem se conhecer umas às outras, são convidadas por um misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam todos o convite e embarcam num barco local para a ilha.

Na primeira noite em que todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitável, levou à morte de outras pessoas. Os convidados começam a ser assassinados inacreditavelmente, um a um, tendo por pista uma trova infantil. O final é simplesmente surpreendente e a genialidade de Agatha Christie faz com que seja impossível deduzir o assassino. O leitor fica realmente preso até o final deste thriller policial.

O livro causou polêmicas, principalmente nos Estados Unidos, por conta dos "negrinhos" no título. Por conta disso, os títulos do livro disponíveis no mercado americano são: And Then There Were None ou Ten Little Indians. O livro chegou a ser publicado no Brasil, nos anos 1950, com o sugestivo título: O Vingador Invisível. Em Portugal, a tradução deste livro deu pelo nome de "Convite para a Morte".

O Caso dos Dez Negrinhos foi teatralizado em 1943 com o título Os Dez Indiozinhos e encontra-se na forma de texto de teatro no livro A Ratoeira e Outras Histórias (Editora Nova Fronteira - 1976).


Qualquer adolescente na década de 80 leu e ficou assustado!

Quem não fez isso, não está aqui para contar!

Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída

Autor: Kai Hermann & Horst Rieck

Título original “Ten Little Niggers

Lançado em 1939

Nove entre dez jovens na década de 80 leram ou pelo menos ouviram falar da chocante biografia de Christiane F., uma adolescente alemã de apenas 13 anos que, em meados dos anos 70, afundou no vício de heroína e entrou na prostituição para sustentar suas doses diárias.

Seu relato contava desde o primeiro contato com drogas leves até a rotina das picadas, a disputa pelos clientes e a perda de amigos vítimas de overdose. Para os que não tiveram a oportunidade de ler o livro e encontravam dificuldades para encontrá-lo nas livrarias, nem tudo está perdido. "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída" foi relançado neste ano pela editora Bertrand Brasil. Desta vez, quem ilustra a capa é o rosto dela mesma, numa foto da época.

Christiane descreveu com uma riqueza de detalhes várias situações comuns na vida de um drogado, mas muito distantes de quem nunca esteve nessa condição. Através do livro ela pode nos dar uma idéia da sensação que se tem ao injetar heroína na corrente sangüínea ou o desespero das crises de abstinência. O resultado não poderia ser outro: tornou-se um best seller mundialmente.

Em 1981, a história de Christiane F. chegou às telas do cinema. Com 124 minutos, o filme, que possui o mesmo nome do livro, tem a participação mais do que ilustre do cantor inglês David Bowie, ídolo de Christiane na época. Ele aparece em um show cantando "Station to Station", uma de suas músicas mais belas e que mais a perturbavam.

Desde o lançamento do livro, vários boatos correram o mundo acerca de que fim teria levado Christiane. Quem leu a história certamente se perguntou: será que ela realmente conseguiu abandonar as drogas? Ou será que ela sofreu uma overdose num banheiro público?

Aos que temiam um fim trágico para Christiane, ao menos uma boa notícia: ela cria sozinha uma filha de três anos. Com uma mãe dessas, esclarecimentos sobre drogas definitivamente não serão um problema.

Leia o trecho em que o livro fala da mistura de vinagre com heroína:

"Achei que desta vez era o fim. Mas não era uma overdose, era só vinagre. Perdi toda a resistência e meu corpo não me obedecia mais. Foi assim que os outros morreram. Muitas vezes, depois de uma picada eles perdiam a consciência. E um dia eles não acordavam mais. Não sei mas por que tive tanto medo de morrer. De morrer só. Os drogados morrem sós. Mais freqüentemente em banheiros fedorentos. Tive então, uma verdadeira vontade de morrer. No fundo não esperava por outra coisa. Não sabia o que estava fazendo no mundo. Antes, eu também não sabia muito bem. Mas um viciado vive para que? Para se destruir e destruir aos outros? Pensei, naquela tarde, que seria melhor que eu tivesse morrido, mesmo que fosse só pelo amor a minha mãe. De qualquer forma, não sabia mais se existia ou não."


Risadas e Diversão Garantida, ou seu dinheiro de volta!

Comédias da vida privada - 101 crônicas escolhidas

Autor: Luís Fernando Veríssimo

Editora no Brasil: L&PM

Lançado em 1994

Esta é uma antologia de contos e crônicas publicadas por Veríssimo ao longo de toda a vida, mas para muita gente foi a porta de entrada na obra do escritor. O livro continua sendo um grande sucesso, teve suas histórias adaptadas para uma série da Rede Globo e pode vir a ser transformado em filme.


Uma combinação de memória e imaginação.

Nove Noites

Autor: Bernardo Carvalho

Editora no Brasil: Companhia das Letras

«Se faço as contas, vejo que foram apenas nove noites. Mas foram como a vida toda.»

Em 2003, Bernardo Carvalho ganhou dois dos principais prémios literários atribuídos no Brasil; o prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, na categoria romance, com "Mongólia" e, a meias com Dalton Trevisan ("Pico na Veia") o Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, com o romance "Nove Noites".

NOVE NOITES narra uma investigação, a 62 anos de distância, sobre a misteriosa morte de um antropólogo americano, Buell Quain, que se suicida após uma estada com os índios krahô, no Brasil, quando subitamente regressava à civilização.

Não sabemos quem investiga, até porque ninguém nunca lhe perguntou a razão da sua curiosidade. Há a desculpa de querer escrever um livro, que vai adiantando para não levantar suspeitas. Pela sua mão somos guiados por entrevistas com pessoas que privaram com Quain, arquivos públicos, e memórias deixadas em cartas, escritas pelo suicida antes de morrer, e por um seu amigo, com quem partilhou nove noites de conversas e revelações.

São vários mistérios que se interligam, e adensam a narrativa, em que o leitor partilha a claustrofobia e evasão de identidade das personagens.

Bernardo Carvalho junta habilmente a realidade e a ficção, o romance e a investigação que desenvolveu sobre os índios e sobre o antropólogo. Como nos diz o próprio autor nos agradecimentos «é uma combinação de memória e imaginação, - como todo o romance, em maior ou menor grau, de forma mais ou menos directa.».

Belém Barbosa


Pronto, missão cumprida! Ufa!
Agora, passo o meme pra Berenice, a Bibliotecária, que deve ter muito a nos acrescentar, e à Renata Emy, que está mais criativa que nunca agora.
Beijos à Poliane, à Berenice e à Renatinha!

Frases sobre "AMOR"

"Eu não o amo por causa de quem você é, mas por causa de quem eu me torno quando estou com você." (Autor desconhecido)

"A medida do amor é amar sem medida."(Santo Agostinho)

"Pagai o mal com o bem, porque o amor é vitorioso no ataque e invulnerável na defesa." (Lao Tsé)

"O amor não começa e termina do modo que pensamos. O amor é uma batalha, o amor é uma guerra; o amor é crescimento contínuo." (James Baldwin)

"O amor é filho da compreensão; o amor é tanto mais veemente, quanto mais a compreensão é exata." (Leonardo da Vinci)

"O amor é como fogo: para que dure e preciso alimentá-lo." (François de La Rochefoucauld)

"O que é o amor? Amor é quando uma pessoa conhece todos seus segredos... seu mais profundo, escuro, e terrível segredo que ninguém mais no mundo conhece... e ainda no fim, aquela pessoa não pensa menos de você; até mesmo se o resto do mundo o faz." (Autor desconhecido)

"As feridas do amor só podem ser curadas por aquele que as fez." (Publílio Siro)

"Amor é uma das palavras mais difíceis de dizer e uma das mais fáceis de ouvir." (Autor desconhecido)

"É mais fácil ser amante do que marido, pois é mais fácil dizer coisas bonitas de vez em quando do que ser espirituoso dias e anos a fio." (Honoré de Balzac)

"O amor é um sórdido embuste pelo qual a natureza nos leva a continuar a espécie." (William Somerset Maugham)

"Um corpo sem inteligência não ama. Um corpo sem saúde não desfruta do amor. Um gênio sem amor não tem saúde espiritual. Diante disso tudo, devemos a cada instante procurar a companhia das três virtudes, mesmo que alcancemos uma a uma." (Paulo Baleki)

"Eu não desejo ser tudo para todo mundo, mas eu gostaria de ser algo a alguém." (Djavan)

"Somente quem passa pelo gelo da dor chega à inocência do amor." (Chiara Lubich)

"O amor é a ocasião única de amadurecer, de tomar forma, de nos tornarmos um mundo para o ser amado. É uma alta exigência, uma ambição sem limites, que faz daquele que ama um eleito solicitado pelos mais vastos horizontes."(Rainer Maria Rilke)

"A tarefa mais difícil é aprender a esquecer quem aprendemos a gostar." (Autor desconhecido)

"Em matéria de amor, o silêncio vale mais do que a fala." (Blaise Pascal) Preferida do Cejúnior.

"Amor é um não-sei-quê, que surge não sei de onde, e acaba não sei como." (Madeleine de Scudéry)

"O amor é o meio de o homem se realizar como pessoa".(Marx). Contribuição de Cris Moreno.

"Por que metade de mim é amor, e a outra metade... Também!". (Oswaldo Montenegro). Contribuição de Lilica.

"A medida do amor é amar sem medida."(Santo Agostinho). Contribuição da Patty, do Palavras.

"Amor é um fogo que arde sem se ver" (Luís Vaz de Camões). Contribuição da Juli, que nos agraciou com a poesia inteira nos comentários. Como eu já a havia postado, deixo aqui a frase.


Veja muito mais frases de amor num dos blogs do meu amigo Joel: “Torpedo Verbal – Frases e Comentários Emblemáticos” clicando AQUI!


Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Uma ajuda para o planeta no dia 5 de junho!

Uma ajuda para o planeta

planetalimpo.jpgQuem tem o mínimo de informação sabe que, graças as mais variadas ações, estamos condenando o planeta em que vivemos. Lixo tóxico, fumaça, dióxido de carbono, lixo, poluição dos mares, extinção das espécies são alguns dos assuntos que, constantemente, estão na ordem do dia na mídia e na própria blogosfera.

Nós, blogueiros, eventualmente temos falado sobre a questão. Mas não fizemos, até agora, nenhum movimento coletivo de defesa da ecologia, do meio ambiente, de postura anti-desperdício ou de críticas à condução que estão fazendo dos nossos recursos naturais.

Temos, agora, uma excelente oportunidade de trazer o assunto ao primeiro plano. No dia 5 de junho comemora-se o Dia da Ecologia. E é nele que estou propondo uma blogagem coletiva que aborde - de acordo com a escolha de cada um - os aspectos que envolvem a preservação do planeta, de um lado, e a recuperação do que já foi danificado, do outro.

Ao fazermos isso estaremos dando a nossa contribuição para uma discussão que tem dominado o mundo, que é o da preservação ambiental. E, ao darmos este passo, estaremos, também, conscientizando as pessoas, nossos leitores, da importância de termos uma ação em favor da ecologia, o que deve começar no lado individual e chegar ao coletivo.

Estou convidando a todos, blogueiros e leitores, para participarem. E peço a cada um que faça, também, a divulgação da blogagem. Assim, mais blogueiros saberão e participarão, dando maior abrangência ao assunto e permitindo que seja discutido em seus vários aspectos. Juntos, podemos fazer a diferença. E é hora de nos juntarmos para fazê-la.

Se você for participar, deixe um comentário, não esquecendo de colocar o endereço do seu blog para que, depois, eu o link. O selo da campanha é o que está neste post. Ele pode ser copiado diretamente ou, então, através deste link.

Estou contando com todos vocês.

Quem assina é Lino Resende, e eu tô dentro!
Onde vi? No blog da Poliana!
Obrigado!
Participe você também!


Limpe a sua reputação online: o que pode fazer já hoje


Há tempos eu tinha lido esse artigo e achado muito interessante. Tive vontade de compartilhá-lo com vocês, mas fiquei com vergonha de pedir para o dono. Hoje eu o estava relendo, e resolvi arriscar... Pois e não é que o Senhor António Dias foi extremamente gentil comigo! Então, agora, devidamente autorizado, vamos a ele.

Em primeiro lugar trata-se de um excelente blog profissional chamado “Marketing de Busca” recheado (eu disse “recheado”) de coisas úteis que todos nós que flainamos pela web deveríamos saber.

Em segundo lugar, vai reparar que é um blog português, desde o título de linguagem rebuscada, mas facilmente compreensível.

E finalmente, em terceiro lugar, trata-se de uma série de artigos falando das posturas que se deve ter na web quando se tem uma reputação a zelar. Assim, esse post não é nem o começo e nem o final da série. Tome isso em consideração. Tem links para outros artigos relacionados, igualmente bons.

O resto é só aproveitar, por que é muito esclarecedor e nos chama a atenção a detalhes, que certamente passariam desapercebidos.

Obrigado, Senhor Antônio Dias pela sua gentileza.

E vamos lá!

Limpe a sua reputação online: o que pode fazer já hoje

Já vimos que primeiro passo na gestão da reputação é a identificação dos locais na rede onde se encontre informação susceptível de nos deixar em apuros. Hoje analisaremos formas de corrigir a informação que nós mesmos disponibilizamos nos espaços da rede que controlamos.

Na entrada anterior desta série abordamos situações em que a internet coloca obstáculos a candidatos a emprego. Na realidade não são só prospectivos empregadores quem pode tirar partido da informação que está online sobre nós e convém agir rapidamente por forma a que esta seja eliminada da rede, ou não sendo possível, que não esteja visível nos motores de busca. Eis alguns dos locais da rede onde procurar e nos quais pode deve agir já hoje mesmo para eliminar possíveis manchas na sua reputação:

Redes sociais: Se a rede lhe permitir manter privado o seu perfil active a opção sem demora. Remova toda a informação e encerre as suas contas das redes que deixou de utilizar, mesmo naqueles onde o seu perfil é privado - as redes podem decidir abrir as páginas dos seus membros ao público para captar visitantes e receitas de publicidade. Verifique de novo que toda a informação pública que está - ou poderá estar- nas suas páginas não o poderá embaraçar.

Melhor seria se não tivesse referências pessoais. Se tal não for possível pondere o uso de uma alcunha, as iniciais do nome ou abreviaturas. Ex: Bem-vindo ao espaço de Ant. Dias . Se tiver mesmo que incluir o nome próprio considere, por exemplo, uma imagem.

Fóruns: identifique comentários grosseiros, deselegantes e malcriados associados o seu nome. Remova o seu nome e dados pessoais de comentários e da assinatura nas áreas de acesso público -se não sabe quais são, saia da sua conta e tente entrar em cada uma das áreas do fórum; normalmente há pelo menos uma área reservada aos membros, por vezes invisível a quem não está ligado.

Blogs e homepages: Se o seu blog aparece associado ao seu nome nos motores de busca deverá quanto antes inspeccionar o site para referências:

- ao empregador, chefe e colegas de trabalho
- às autoridades;
- à família;
- sinais de abuso do tempo do empregador: horas de postagem visíveis, referências ao que se está a passar no escritório/lá fora, a comida na cantina da empresa…
- polémicas, má educação;
-fotos atrevidas suas ou alheias.

Verifique que essas entradas não lhe causarão incómodos, se tiver dúvidas consulte segundas (e terceiras) opiniões.

Se acredita que o seu blog não lhe vai acrescentar pontos ao currículo poderá dissociar o seu blog do seu nome: use um nick, as suas iniciais ou um misto dos dois. Faça um link para uma página externa com a sua apresentação (por exemplo, a sua homepage).

Se tiver acesso ao código-fonte da página, retire-a do índice do google ou tenha o seu nome enquanto imagem.

Uma opção mais radical é a remover completa ou parcialmente o site dos indíces dos motores de busca.

Se tiver urgência, o Google tem uma solução para si (requer acesso ao código html).

No próximo capítulo desta série abordarei formas de lidar com a reputação quando estamos dependentes de outros para alterar a nossa informação.

Eu não disse que era bom... Que valia a pena? Pois é...


Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Recebi por email da amiga Soraia! Obrigado!

Tenham todos uma boa semana!


Ser Feliz!

Que você seja alegre mesmo quando vier a chorar.
Que você seja sempre jovem mesmo quando o tempo passar.
Que você tenha esperança mesmo quando o Sol não nascer.
Que você ame seus íntimos mesmo quando sofrer frustrações.
Que você jamais deixe de sonhar mesmo quando vier a fracassar.
Isso é ser Feliz!


Domingo, 27 de Maio de 2007

Para minha grande amiga MEG!


Poema do Arco Íris
por
Rosemari Hauenstein Ruch


Propositalmente com os comentários desabilitados.
Obrigado, meus amigos pela compreensão



Retornando às origens...

Chimarrão
Glaucus Saraiva


Foto: Paulo F. Cunha

Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata.
Tens o perfume da mata
Molhada pelo sereno.
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade
Da gente do meu rincão.

Trazes à minha lembrança,
Neste teu sabor selvagem,
A mística beberagem,
Do feiticeiro charrua,
E o perfil da lança nua,
Encravada na coxilha,
Apontando firme a trilha,
Por onde rolou a história,
Empoeirada de glórias,
De tradição farroupilha.

Em teus últimos arrancos,
Ao ronco do teu findar,
Ouço um potro a corcovear,
Na imensidão deste pampa,
E em minha mente se estampa,
Reboando nos confins ,
A voz febril dos clarins,
Repinicando: "Avançar"!
E então eu fico a pensar,
Apertando o lábio, assim,
Que o amargo está no fim,
E a seiva forte que eu sinto,
É o sangue de trinta e cinco,
Que volta verde pra mim.


Sábado, 26 de Maio de 2007

O Amor, segundo Drummond

Galinheiro: reino do mais esperto, não do mais jovem!


O GALO VELHO E O GALO NOVO


O fazendeiro resolve trocar o seu velho galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas. Ao chegar o novo galo, e percebendo que perderia as funções, o velho galo foi conversar com o seu substituto:
- Olha, sei que já estou velho e é por isso que meu dono o trouxe aqui, mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
- Que é isso, velhote? Vou ficar com todas.
- Mas só duas... Ainda insistiu o galo.
- Não. Já disse! São todas minhas!
- Então vamos fazer o seguinte, propõe o velho galo, apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas.
O galo jovem mede o velho de cima em baixo e pensa que, certamente, ele não será capaz de vencê-lo.
- Tudo bem, velhote, eu aceito.
- Já que, realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar vinte passos à frente, pediu o galo.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho. Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcançar o outro galo.
O galo velho faz um esforço danado para manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais novo.
O fazendeiro pega a sua espingarda e atira sem piedade no galo mais jovem.
Guardando a arma,comenta com a mulher:
- Num tô intendendo, uai .. ! Já é o quinto galo gay que a gente compra esta semana!
O filho da mãe largou as galinhas e estava correndo atrás do galo velho, vê se pode !??

Moral da história:
NADA SUBSTITUI A EXPERIÊNCIA!!

Obrigado à Luciley, que não aparece mais por aqui, mas só me manda coisa boa!

Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Almas Perfumadas

Almas Perfumadas
Ana Cláudia Saldanha Jácomo


Tem gente que tem cheiro
de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente
no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente
comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara
que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente
e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe
que os anjos existem
e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente
chegando em casa
e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo
com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril,
mas parece manhã de Natal
do tempo em que a gente acordava
e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas
que Deus acendeu no céu e
daquelas que conseguimos
acender na Terra.

Ao lado delas, a gente não acha
que o amor é possível,
a gente tem certeza.
Ao lado delas,
a gente se sente visitando
um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos
a delícia do toque suave
que sua presença sopra
no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro
de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe
que a sensualidade é um perfume
que vem de dentro e
que a atração que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra
que no instante em que rimos
Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande
que nem menino arteiro.


Uma vez uma Tia querida, a Tia Nô, me mandou um trecho dessa poesia, fazendo uma analogia na qual eu concordei plenamente.

Pois agora, tempos depois, eu a recebi inteira, de uma amiga, e estou postando pra ela.

Beijão, Tia Nô e Léo. Quem sabe, a Vó também já esteja autorizada a ler, e venha até aqui saber do que se trata...


Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

"Tanto a falta quanto o excesso de cuidados, matam as plantas."


Hoje é o "Dia Nacional do Café"!

Os tipos de Café Brasileiros

"O Brasil é o maior produtor mundial de café e o segundo maior consumidor", diz Rodrigo Branco Peres, que dirige o Café do Centro ao lado do primo Rafael. "Tem clima, altitude, tipo de solo e topografia que nos permite ter, em diversas regiões do País, todos os tipos de café produzidos no mundo; assim, achamos que esta divisão por região expressa bem a qualidade do café brasileiro

"As diversas regiões produtoras de café no País, dependendo do clima, da altura de cultivo e até do tratamento posterior à colheita, produzem uma enorme variedade de tipos e qualidades de café", explica. "Assim como o vinho, o café é marcado pela diversidade de aroma, sabor, corpo e acidez e nossa nova linha quer identificar estas diferenças"

Regiões Cafeeiras

Entre as seis regiões que compõem a nova linha do Café do Centro, o produto do Sul de Minas é identificado pelo aroma frutado e alta acidez. É um café medianamente encorpado, com um aftertaste prolongado. Já o café do Cerrado Mineiro tem aroma achocolatado, é de médio corpo e apresenta acidez normal. A área da Mogiana Paulista produz um café bastante encorpado com aroma frutado. Os cafés desta região são marcados também pelo equilíbrio entre doçura e acidez.

Os cafés produzidos no norte do Paraná proporcionam uma bebida extremamente encorpada, com amargor acentuado, aroma caramelizado e acidez normal. O estado da Bahia, o mais novo produtor de cafés especiais do Brasil, produz uma bebida muito suave, levemente achocolatada, sem corpo e com notável acidez.

Os cafés provenientes do Espírito Santo têm aroma levemente caramelizado e apresentam sabor pouco adstringente. O café é pouco encorpado e tem acidez regular. Para garantir a qualidade, o Café do Centro usa também os serviços de testes e análises do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Campinas.

Fonte: www.herbario.com.br

REGRAS FUNDAMENTAIS DE UMA BOA PREPARAÇÃO

Quanto melhor o café, maior é a extração e melhor o sabor da bebida.

Veja a data de fabricação do café. Café recém torrado tem mais sabor.

O café moído se deteriora facilmente em função do ar, da umidade, do calor, do tempo e do contato com odores estranhos. Por isso ele deve ficar acondicionado sempre distante desses riscos. Guarde o café não utilizado em um recepiente com boa vedação, na geladeira.

A água utilizada deve ser pura e limpa. Utilize sempre água filtrada ou mineral na preparação do café.

Prepare somente a quantidade de bebida que vai ser consumida imediatamente ou, no máximo, durante a hora seguinte.

O tempo de contato entre água e café deve ser:
Para moagem fina - até 4 minutos
Para moagem média - de 4 a 6 minutos
Para moagem grossa - de 6 a 9 minutos
Este tempo varia conforme o equipamento e a preferência pessoal.

Use a medida correta. Utilize de 80 a 100 gramas de pó (aproximadamente 5 a 6 colheres de sopa) para 1 litro de água. Se a bebida resultar sem sabor, aumente a quantidade de café. Se ela ficar amarga, áspera ou desagradável, diminua o tempo de contato da água com o café, diminuindo a quantidade do pó.

A água utilizada deve ser apenas aquecida - não pode ferver, pois a perda de oxigênio altera a acidez do café. A temperatura ideal de preparo é próxima dos 90oC.

Pelo pó de café deve passar somente água quente, jamais a bebida. A recirculação torna a bebida muito amarga, áspera e desagradável.

O café usado (café esgotado, borra) é o pior inimigo do sabor, aroma, da cafeteira e da sua saúde. Jogue-o fora. Nunca o reutilize, sequer misturando-o ao café fresco. Para garantir a qualidade ideal, o café já usado e a bebida preparada devem ficar sempre separados.

Deguste com prazer uma bebida fresca, um café preparado na hora, ou o mais recente possível. A característica da bebida café é a de ir deteriorando-se lentamente e, por isso, um café preparado há mais tempo não tem o mesmo sabor agradável de um café fresco.

Beba o café em xícaras de porcelana. O sabor fica destacado e a temperatura constante.

No caso do uso de garrafas térmicas, estas devem ser muito limpas e de uso exclusivo do café.

Nunca prepare ou armazene a bebida já adoçada porque se formará uma crosta de caramelo de mal sabor nas paredes do recipiente

Fonte: www.abic.com.br

E aí? Vem tomar um cafezinho comigo???


Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Heráldica

A heráldica refere-se simultaneamente à ciência e à arte de descrever os brasões de armas ou escudos. As origens da heráldica remontam aos tempos em que era imperativo distinguir os participantes das batalhas e dos torneios, assim como descrever os serviços por eles prestados e que eram pintados nos seus escudos. No entanto, é importante notar que um brasão de armas é definido não visualmente, mas antes pela sua descrição escrita, a qual é dada numa linguagem própria – a linguagem heráldica.

Ao ato de desenhar um brasão dá-se o nome de brasonar. Para termos a certeza de que os heraldistas, após a leitura das descrições, estão a brasonar corretamente, criando brasões precisos e semelhantes entre si, a arte de brasonar segue uma série de regras mais ou menos estritas.

A primeira coisa que é descrita num escudo é o esmalte (cor) do campo (fundo); seguem-se a posição e esmaltes das diferentes cargas (objetos) existentes no escudo. Estas cargas são descritas de cima para baixo, e da direita (dextra) para a esquerda (sinistra). Na verdade, a dextra (do latim dextra, -æ, «direita») refere-se ao lado esquerdo do escudo, e a sinistra (do latim sinistra, -æ, «esquerda») ao lado direito, tal como este é visto pelo observador. A razão porque isto sucede prende-se com o fato de a descrição se referir ao ponto de vista do portador do escudo, e não do seu observador.

Embora a palavra escudo seja comumente utilizada para se referir ao brasão de armas no seu todo, na realidade, o escudo é apenas um dos elementos que compõem um brasão de armas. Numa descrição completa, o escudo pode ser acompanhado por outros elementos, como suportes, coronéis, listéis com motes (ou lemas).

No entanto, muitos escudos apresentam por vezes duas formas distintas: uma complexa, e outra simplificada, reduzida ao escudo propriamente dito (o que sucede por vezes quando há pouco espaço para inserir o brasão de armas maior). Inúmeros países apresentam assim as chamadas armas maiores e armas menores (veja-se o caso de Portugal).

Regras de heráldica

Em geral (mas nem sempre) o escudo tem o formato de um cálice, cuja proporção é de sete unidades de largura para oito de altura. Outras formas possíveis são a cabeça de cavalo, o luzeiro (escudo em formato de estrela, caso das armas nacionais do Brasil) e os escudos ovais.

Os escudos podem ser de oito cores, duas delas chamadas de metais (branco, chamado "prata", e amarelo, chamado "ouro"), e as demais chamadas de esmaltes, a saber: azul, chamado "blau"; vermelho, chamado "goles", verde, chamado "sinopla"; magenta, chamado "púrpura"; bege, chamado "carnação" e o preto, chamado "sable". Como regra geral não se sobrepõem metais a metais, nem esmaltes a esmaltes. Quando a sobreposição é necessária, diz-se que as cores são "cosidas" (ex.: escudo de ouro com uma cruz cosida de prata).

Outro tipo de elemento utilizado na heráldica são as peles, que podem ser os arminhos, representado por várias mosquetas pretas em fundo branco, e os veiros, representados por vários heptágonos alternados em azul e branco. As peles podem se sobrepor a qualquer esmalte ou metal. Essas peles podem apresentar variações, como os "contra-veiros" e os "arminhos-d'ouro".

O escudo pode ter várias partições:

  • Cortado (dividido na horizontal)
  • Partido (dividido na vertical)
  • Talhado (dividido diagonalmente a partir do canto direito)
  • Fendido (dividido diagonalmente a partir do canto esquerdo)
  • Esquartelado (cortado e partido)
  • Franchado (fendido e talhado)
  • Gironado (esquartelado e franchado)
  • Terciado (dividido em três partes). Pode ser:
    • Em pala (três partes verticais)
    • Em faixa (três partes horizontais)
    • Em banda (três partes, a do meio diagonal a partir do canto esquerdo)
    • Em barra (três partes, a do meio diagonal a partir do canto direito)

Um elemento heráldico não pode ocupar duas partições simultaneamente.

O listel, que contém o mote, geralmente é escrito em latim e, caso haja necessidade de colocar números, deve ser sempre em algarismos arábicos.

Na parte superior pode existir um elmo, podendo ou não conter paquifes (feixe de plumas coloridas). Tudo o que se coloca acima do elmo é chamado de timbre. Aos elementos colocados lateralmente ao escudo dá-se o nome de suportes. Certos brasões de nobreza, como os de reis, imperadores, príncipes e duques trazem como timbre sempre uma coroa acima do elmo, que pode assumir diferentes formatos de acordo com o grau do título de nobreza. Os brasões papais dispensam o elmo e usam como timbre a tiara papal, à exceção do brasão de Bento XVI que decidiu substituí-la por uma mitra de três faixas unidas pelo centro.

Fonte: Wikipedia

Meus amigos, apresento-lhes o brasão da minha família (por parte de Pai):

Brasão da Família "Simões Lopes"


Veja também este site muito interessante sobre o assunto: http://www.amazonline.com.br/heraldica/heraldica.htm

Compre o brasão da sua família aqui: http://www.brasoes.net ou aqui: http://www.brasoes.com.br/

Award: Prêmio Blog com Tomates

Acabo de ter uma reconfortante e lisonjeante notícia ao chegar cansado e moído do trabalho:
Minha querida amiga Meg, do blog "A Recalcitrante" me nomeou para receber o prêmio "Blog com Tomates", o que muito me honrou.


Assim, além de um enorme agradecimento à ela, me cabe a missão de nomear outros cinco blogs para fazer a mesma distinção.
Tarefa difícil! Num universo com tamanha diversidade e qualidade, precisei estabelecer um critério pois não posso indicar mais do que cinco, e lista dos blogs que eu leio é enorme! Todos com suas peculiaridades, mas com uma coisa em comum: qualidade! Todos me acrescentam alguma coisa de alguma forma. Então, o meu critério foi o de blogs que ainda não receberam essa distinção e que me dão imenso prazer em ler.
Aos amigos qua não pude contemplar nessa "leva", quem sabe se meu outro blog for contemplado eu ainda tenho chance de fazer justiça!
Ei-los, então:


A Papoila

Segredos da Esfinge

Pensatriz, de Ana Téjo

Citadino Kane, de Pedro Nelito

O Caravançará do Deserto, de Simão Cireneu



O meu muito obrigado à Meg, os meus parabéns aos contemplados e as minhas desculpas aos que eu gostaria de contemplar e não pude. E um obrigado ao "Brit" do Blog com Tomates por instituir tal distinção.

Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Dia do Abraço!



Um abraço a todos os meus amigos!

Ecobesteirol


Ecobesteirol
por Michèle Sato


Uma das funções da academia tem ecos profundos na produção científica. Avaliados anualmente, os docentes de uma universidade federal envolvidos em programas de pós-graduação buscam dar visibilidade às suas pesquisas, divulgando seus estudos e evitando alardes desnecessários, já que o sensacionalismo não tem fundamento epistemológico. Uma outra função acadêmica, porém de menor impacto, é publicar pequenos textos de forma informal para atender a demanda comunicacional que a era contemporânea exige. Infelizmente, porém, o currículo Lattes não é bem avaliado com meras matérias em jornais.
O sistema de avaliação é perverso e lamentavelmente as fogueiras de vaidades ardem para esmiuçar a pequeneza da alma numa única verdade absoluta. É comum, assim, que recém-mestres ou doutores escondam suas fragilidades atrás de suas titulações, lançando palavras sensacionalistas em jornais de comunicação de massa, ou nestes boletins virtuais, já que a competência em publicar em periódicos científicos está longe de ser alcançada. Mais triste do que este cenário é, contudo, quando estudantes formados por nós mesmos divulgam matérias em jornais comuns desmerecendo saberes significativos construídos para além dos arrogantes muros acadêmicos. Desmerecem significados polissêmicos e julgam-se donos da verdade, menosprezando as lutas ecologistas, feministas, indígenas, negras ou de gênero, entre outros movimentos sociais. Não é indevido, portanto, que a fama da universidade seja repleta de arrogância e hierarquia.

Um texto intitulado "Ecobesteirol na Bacia do Alto Paraguai" foi circulado nos jornais de massa, num enredo condizente ao veículo de comunicação, já que a linguagem está longe de ser considerada científica. Estranhamente, entretanto, revela um corte cronológico desde 1982, omitindo o processo histórico do grito ambientalista que certamente não se inicia num programa de álcool. Não retiro a possibilidade que o equívoco da raiz possa estar na própria instituição formadora que, atada pelas neuroses das atividades cotidianas, não consegue proporcionar uma construção ética mais adequada aos apelos de uma era marcada pelas desigualdades sociais. O projeto neoliberal prevalece, favorecendo as competições numa plataforma mercadológica da defesa cega do capital a todo custo. Para isso, vale qualquer argumento que possa revelar a corrida pelo pote de ouro no insensato status do "ter" em detrimento do "ser". É mais provável, assim, que os interesses políticos ou ideológicos sobrepujem o conhecimento ético.
O texto em questão revela informações elementares, lançadas quase como um grito sem nexo, e nem valeria a pena pautar todos os itens desconexos de um vasto conhecimento contemporâneo, não apenas lançados em resoluções de órgãos colegiados, mas essencialmente em relatórios científicos recentes, periódicos acadêmicos ou saberes mais eruditos. É provável que a maioria destes textos seja publicada na língua anglo-saxônica, dificultando o acesso das páginas internacionais ou dos famosos "papers" que infelizmente a ciência ainda está dependente. Disso resulta um desfile de "besteirol" acumulado, como se os ecologistas fossem apenas os hippies da década de 60, ainda no imaginário herdado do modelo neoliberal de olhar o mundo e se situar nele.
Surpresamente, ao conhecer a autoria, percebo o quanto ainda temos que melhorar a universidade. A academia não se vale apenas pelas suas teorias de gabinete, e nem pelo ímpeto insensato do pragmatismo. Há uma outra dimensão axiológica inscrita na ética e que clama por valores responsáveis em produzir nossos conhecimentos a favor da vida e não apenas de interesses econômicos de uma minoria.

Um recente debate sobre o silêncio dos intelectuais gerou mal-estar no meio universitário. Uma grande pensadora brasileira pondera que não estamos em silêncio porque queremos, mas não sabemos propor algo novo. Ao invés de meras repetições de discursos de presidentes dos Estados Unidos da América, os intelectuais buscam criar o inédito. Para isso, recomenda a filósofa Marilena Chauí, é preciso que os intelectuais saiam de sua cegueira de titulações e exerçam a militância das ruas. O nível de compreensão pode acelerar grandiosamente, desde que imbuídos pela ética, na transcendência de teorias e práticas, simples proposições e desabafos da direita e possam ser desmascarados para que a sociedade humana seja socialmente justa, ecologicamente responsável e eticamente inclusiva.

Ainda que eu tenha dúvidas em relação ao conhecimento do autor sobre o enredo epistemológico, vem como sobre o significado político de "ecologista", o texto me toca diretamente, pois sou cuidadosa em aliar minha vida profissional à cidadania. Em outras palavras, além de pesquisadora na área da Educação Ambiental, sou também ecologista. Assumindo minha identidade, estou bastante saturada em ler ou ouvir as mesmas falácias repetitivas de que somos "fundamentalistas da caverna" e somos contrários ao desenvolvimento econômico. Chega a ser ingênuo pautar a economia segregada das dimensões ambientais num simples discurso que qualquer estudante de ensino médio consegue reproduzir, copiado do neoliberal George W. Bush, também ao recusar assinar o Protocolo de Quioto.
É preciso um pouco mais do que reprodução de discursos para se apresentar publicamente a favor do capital. Mas fecho este texto por aqui, porque responder a uma besteira tamanha pode soar como outra besteira semelhante. Mas serve como desabafo, para que os veículos de comunicação de massa não sejam tão repetitivos. Para além de cópias de discursos tão conhecidos, novos debates devem ser fomentados à formação da consciência ética e da chamada "formação de opinião". Se o quadro persistir, até considerando o direito pela liberdade de expressão, permito-me sugerir uma seção, talvez ao lado da história de quadrinhos, para que a leitora ou o leitor possa escolher se deseja se divertir, com um setor intitulado: "Muito prazer, meu nome é Ecobesteirol, sou o clone mato-grossense de George W. Bush".



* MICHÈLE SATO é licenciada em biologia, com mestrado em filosofia, doutorado em ciências e desenvolvendo o pós-doutorado em educação pela Université du Québec à Montreal, Canadá. É professora do Instituto de Educação e líder do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da UFMT. É facilitadora das redes de Educação Ambiental nos cenários internacional (Redeluso), nacional (Rebea) e local (Remtea).


Fonte: Jornal Diario de Cuiabá, 22 de Maio de 2007.