
O Natal e a Abundância
Saulo Gouveia Carvalho
Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de 100 reais. E perguntou ao público:
- Quem quer esta nota de 100 reais?
Mãos começaram a erguer, enquanto o orador amassava a nota.
- Quem ainda quer a nota?
As mãos continuaram erguidas. A seguir ele jogou a nota no chão e começou a pisá-la e a esfregá-la. Com a nota imunda e amassada, perguntou:
- E agora? Quem ainda quer esta nota?
Todas as mãos permaneceram erguidas. Então o pensador disse:
- Meus amigos, aprendam essa lição: Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta cédula, porque ela não perde o valor. Ela sempre valerá 100 reais. Essa situação também se dá conosco. Muitas vezes em nossa vida, somos amassados, e pisoteados, por decisões que tomamos ou pelas circunstâncias que vêm em nossos caminhos, e, assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância. Porém, não importa o que aconteceu ou o que acontecerá, jamais perderemos o nosso valor perante o Universo. Quer estejamos amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos a nossa valia. O preço de nossa vida não é pelo que fazemos ou sabemos, mas pelo que somos!
O Natal chegou e com ele a reflexão que normalmente fazemos todo fim de ano, quando somos levados instintivamente a repensar em nossos valores e como estamos vivendo. É por isso que muitos adoram o Natal e outros tantos sentem-se deprimidos. Uns com auto-estima elevada, sentindo a abundância da vida e outros com ela em níveis "rasantes", como se o mundo fosse só escassez.
Mas, nunca se teve tanta riqueza na terra. Nunca foram tão abundantes os recursos a nossa disposição. Em todo o planeta existem mil possibilidades, apesar do homem egoísta, que deseja possuir tudo que esteja ao seu alcance, acumulando sem repartir, e gerando os desníveis sociais que elevam a miséria.
No entanto, apesar das circunstâncias adversas, a prosperidade e a abundância, são recursos que fluem através de nós. Estando ligadas ao autovalor, ao amor próprio, a capacidade de sentir bem você mesmo. Daí a importância das nossas escolhas para canalizá-los.
O dinheiro é apenas um instrumento, um meio. Ele não determina a nossa essência. Quando deixamos de nos comparar com os outros pelo dinheiro que possuem, quando paramos de nos medir pelo tamanho da nossa conta bancária, passamos a canalizar essa abundância para nós.
O Universo possui leis sábias que divinamente distribui conforme nossas crenças. Se desenvolvermos um sentimento de autovalor, teremos a coragem para tentar novas coisas e assim expandir nossas possibilidades. O mundo exterior é um reflexo do nosso mundo interior. Se alguém, no seu íntimo, está se sentindo bem, isso se reflete na sua aparência, no seu semblante, e ele vai atrair experiências positivas para sua vida. Irá canalizar as energias positivas, passando a receber o efeito bumerangue de seus sentimentos e pensamentos. Sendo assim, a prosperidade e abundância serão apenas a conseqüência natural da sua mente.
Portanto, o Natal chega e com ele as esperanças se renovam, nossos desejos tornam-se mais puros, nossos ideais miram o bom e o belo. Inspirados no aniversariante, transcendemos.
Pense nisso, mas pense agora.

Essa crônica faz parte da Blogagem Coletiva com o tema "Natal" promovida pela "Blogosfera Cristã". Quem me convidou foi a Georgia. Obrigado Poliane pela oportunidade de participar.