flanar, verbo intransitivo: andar ociosamente, sem rumo nem sentido certo; flanear, flainar, perambular.

Etimologia: do francês flâner (1808) 'avançar lentamente e sem direção certa'. (Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa)



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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Minha amiga Meg sabe o que é bom! E melhor: compartilha conosco!


Diferente daqui do Brasil, dia 19 de Março foi comemorado o "Dia dos Pais" em Portugal.

Eu estava às voltas com a "Semana da Água", como post do "Dia da Água" e o da Páscoa, logo após.
Como os posts estavam pré-agendados, não quis mudar, mas agora deixo aqui uma maravilha que a minha amiga Meg me deixou na forma de comentário neste blog, naquele feliz dia.
Aproveito com isso, para homenagear a todos os pais portugueses (e os brasileiros também, por que, não?) e para oferecer também este poema à minha amiga Vitória, e meu amigo Jorge Guedes, que eu sei que adoram António Gedeão.
Meg, queria, MUITO OBRIGADO por seu enorme carinho e gentileza.

Querido Óscar

Este poema é uma das peças mais belas da nossa literatura.
Como hoje é dia de pai, vai o meu carinho para ti...

Lágrima de preta


Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

Um abração enorme com direito a beijo também desta tua amiga que está muito feliz e tu sabes porquê.

A imagem eu peguei deste blog.

Será que eu tenho palavras pra agradecer a Meg?
Se você tiver, me empreste...

E parabéns à minha amiga Simone Miranda, que aniversaria hoje, lá em Rosário Oeste! Beijo!

8 comentário(s):

Carmim disse...

É verdade, o Dia do Pai aqui comemora-se no dia 19 de Março. Gostei que tivesses abordado isso no blog, é sempre bom encontrar algo de Portugal mencionado em blogs estrangeiros.
E esse poema de Gedeão é dos mais bonitos que conheço. Adoro.

Um beijo.

Mocho-Real disse...

Amigo Óscar,

Pois se a nossa Meg lhe mandou Gedeão, eu lhe deixo um pouco de um dos maiores escritores de sempre: Miguel Torga.

Adolfo Correia da Rocha, que será conhecido por Miguel Torga, nasce em 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho da Anta, concelho de Sabrosa, Trás-os-Montes. Filho de gente do campo, não mais se desliga das origens, da família, do meio rural e da natureza que o circunda. Mesmo quando não referidos, estão sempre presentes o Pai, a Mãe, o professor primário Sr. Botelho, as fragas, as serranias, a magreza da terra, o suor para dela arrancar o pão, os próprios monumentos megalíticos em que a região é pródiga.

Entra no Seminário, donde sai pouco depois.

Emigra para o Brasil em 1920. Trabalha na fazenda do tio, é a dureza da "capinagem" do café. O tio apercebe-se das suas qualidades. Paga-lhe ingresso e estudos no liceu de Leopoldina, onde os professores notam as suas capacidades.

Regressa a Portugal em 1925. Entra da Faculdade de Medicina de Coimbra. Participa moderadamente na boémia coimbrã. Ainda estudante publica os seus primeiros livros. Com ajuda financeira do tio brasileiro conclui a formatura em 1933.
Depois, é todo um caminhar entre a Medicina, a intervenção política e a sua grande paixão: a escrita, até falecer em 1995.


Orfeu Rebelde

Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade no meu sofrimento.

Outros, felizes, sejam rouxinóis…
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.

Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.


ESPERO QUE GOSTE.

Um abraço.
Jorge G.

tamara disse...

Put's...
Quanta sensibilidade em coisas tao simples.
lindo texto...

Du disse...

Belo poema!

Meiroca disse...

Bom dia Oscar!

desculpe a mensagem colada, mas é por uma boa cauda.

Viemos aqui para te convidar para uma blogagem coletiva com o titulo:

O que voce pode fazer para acabar com o analfabetismo no Brasil?

Que acontecerá no próximo dia 18 de abril, dia Nacional do livro.

O post convocatoria você pode ler no blog da Georgia (
http://saia-justa-georgia.blogspot.com/) e no blog da Meiroca ( www.meiroca.com).
Caso voce tenha algo a dizer a respeito, deixe um comentário no blog

Georgia saia-justa-georgia.blogspot.com ou da Meiroca www.meiroca.com, para que possamos te incluir.
Participe e divulgue em seu blog.

Meire e Georgia

Georgia disse...

heheheheheh!!! E eu estou aqui para reforcar o convite.

Viemos aqui para te convidar para uma blogagem coletiva com o titulo:
O que voce pode fazer para acabar com o analfabetismo no Brasil?

Que acontecerá no proximo dia 18 de abril, dia nacional do livro.

O post convocatoria voce pode ler no blog da Georgia (http://saia-justa-georgia.blogspot.com/) e no blog da Meiroca (www.meiroca.com).

Caso voce tenha algo a dizer a respeito, deixe um comentario no blog da Georgia ou da Meiroca, para que possamos te incluir.

Participe e divulgue em seu blog.

Georgia e Meire

<b>Maria Fernanda</b> disse...

Lindo poema, parabéns para Simone.
bjs

vitoria disse...

Caraca!!!!!Obrigada eu não só amo este poeta como este é um dos meus preferidos e estive para o postar ontem!!!!!!!!!!!!
Incrível...muito obrigada por te teres lembrado amigo.
Estou daqui a uma semana embarcando rumo ao velho continente de novo,agora para poder visitar meu filho....mas vou postando enquanto conseguir.Que a luz esteja sempre contigo.
bjj