flanar, verbo intransitivo: andar ociosamente, sem rumo nem sentido certo; flanear, flainar, perambular.

Etimologia: do francês flâner (1808) 'avançar lentamente e sem direção certa'. (Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa)



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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

"Essa onda que 'tu tira' qual é...?"


"Não estou vivendo para uma idéia. É mais a idéia que vive por mim. Há o grande propósito: há planos e expectativas. É como se eu não fosse uma pessoa, mas peça de um imenso projeto. Às vezes (...) mesmo no meio de uma discussão importante, tenho a sensação de não estar sequer na sala. Observo a mim mesmo: estou falando, mas não sei quem está pondo as palavras em mim. Parece-me que somos como um barco a vela em um vento muito forte. Nossas velas estão esticadas ao máximo; temos apenas a ilusão arrogante do nosso próprio controle. E o vento pode mudar...estou sempre esperando que mude. Às vezes posso senti-lo, manhoso, pronto para nos despedaçar."

(Trecho de 'Herança', livro de Lan Samantha Chang)

Na verdade, eu encontrei isso como um comentário feito por essa moça, no blog dessa moça, e não resiti a trazê-lo pra cá!

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Lançamento de livro!

Convido todos os meus amigos que estejam em São Paulo no dia 31 de maio:




Contato, sugestões,
encomenda de livros, etc.:
ivangrycuk@hotmail.com



Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Zélia Gattai merece toda a nossa reverência...



Trouxe lá do Hippo's, da minha amiga Lucy.



Café Teatro Zélia Gattai

Há menos de um mês atrás...

O café é parte integrante da Fundação Casa de Jorge Amado, instalada em uma das mais belas construções coloniais do Pelourinho. O forte é a programação cultural, com peças teatrais, saraus e lançamentos de livros. As paredes trazem reproduções de capas dos livros do romancista. Sua obra também é retratada em um documentário exibido no salão. O cardápio enxuto inclui pastéis de frango defumado, R$ 2,50 a unidade, e quiche de camarão com palmito, R$ 3,00. Há bebidas geladas como o ice café, servido com creme de chocolate e chantilly. A taça custa R$ 4,50.


Especialidade: CAFETERIAS

Endereço: Largo do Pelourinho ,s/nº
Bairro: Centro Histórico
CEP: 40025-280
Telefone: 3321-0122
Site: www.jorgeamado.org.br
Lugares:80
Horário:13h/19h (seg. a sáb.)

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Camadas Mais Frias do Ar...

Sabiam tudo da luz.
Conheciam-na em todos os matizes. Tinham visto como ela fazia o céu parecer quebradiço e cindido ou encapado de um azul muito escuro, quase preto. Sabiam como era a luz sob nuvens de espuma, como caía em viés sobre o fjell, como encontrava os rochedos lá em cima na floresta e na densa vegetação rasteira. Sabiam como era fugidia e ilusória. Ainda há pouco iluminava de turquesa o lago até o fundo, já no momento seguinte jazia ali fosca e impenetrável como asfalto. Tinham visto como na chuva a luz fazia pinheiros e amoreiras silvestres parecerem opacos, viram como às quatro da madrugada ela pairava sobre ruas varridas pelo cascalho e ao meio-dia sobre a grama aparada de jardins suecos. Conheciam-na no amarelo flamejante de calor, no brilho esverdeado da noite, podiam dizer qual era sua aparência sobre o telhado do galpão de ferramentas em dias encobertos.
Sabiam como rostos se transformam quando a luz recai penetrante sobre eles. Quem saía das barracas pela manhã e se dirigia para o lavatório, precisava atravessar o gramado que tinham trazido da floresta. Lá, os rostos se tornavam firmes.
Transmutavam do cinza leitoso, a cor da noite, para um tom bronzeado acre, facetado. Isto era sabido. Viam-no todas as manhãs.
E mais tarde, quando havia apenas poucas nuvens no céu, este bronzeado adquiria uma nitidez como só os rostos aqui neste promontório possuíam. Era brutal quando o sol brilhava.
Ninguém falava sobre a luz.
Havia outras coisas a conversar. Era preciso cuidar das paredes da barraca que haviam se rasgado na tempestade, agora largadas sobre a grama como peles esfoladas e tinham que ser remendadas. Tinham que providenciar reposição, gêneros alimentícios que vinham todos os sábados de Berlim, telefonavam com freqüência. Repunham o estoque com encomendas de batatas e café, carvão para a grelha e salsichas e arroz, sem nunca se esquecer das frutas, pois as frutas na Suécia estavam especialmente caras neste verão. Enviavam aos lagos em seqüência prédeterminada os grupos juvenis que iam chegando, primeiro ao pequeno Store Le e depois ao Foxen, açoitado pelos ventos, distribuíam cópias de livros de receitas aos monitores dos grupos para que soubessem quantas latas de feijão seriam utilizadas à noite na frigideira de chilli. Na barraca da cozinha ficavam armazenados os tonéis de alimentos para uma semana.
Explicavam como cozinhar no fogo ao ar livre e lá embaixo, no embarcadouro, distribuíam os barcos. Eram canoas estreitas para duas pessoas, de metal leve cinza claro. O toca cds funcionava o dia inteiro.
Viviam sem raízes. Fora do tempo. Haviam chegado a uma zona desconhecida, a um outro país, a uma região estranha na qual só era aquilo que faziam todos os dias durante todo o verão; praticavam escotismo em canoas, construíam tendas de índio, colhiam frutas silvestres, assavam salmões e nadavam no lago. Era como se a vida de agora não se ligasse mais à anterior, à exceção de algumas feridas e reflexões abstratas.
(...)

Excerto traduzido do livro "Antje Rávic Strubel" ("Camadas Mais Frias do Ar"), traduzido por Irene Aron

Antje Rávic Strubel
Kältere Schichten der Luft

S. Fischer Verlag
Frankfurt a.M. 2007

ISBN 978-3-10-075121-8
pp. 7-8

Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

"Internet e Poesia: Isso combina?"

E atendendo à blogagem coletiva do amigo Ricardo Rayol, cujo tema é "Internet e Poesia: Isso combina?", venho aqui manifestar a minha ínfima opinião.
É claro que combina. Não apenas combina, como a internet virou o instrumento mais eficaz na divulgação da poesia. Caso contrário, como é que eu conheceria poetas e poetisas capazes de escrever coisas assim...

Primeiro, o poema "Peregrino", de Marcolino Duarte Osório, que fala com naturalidade de "bites e bytes", o que sem a internet jamais aconteceria...

Peregrino

Pareceu-me ver-te…
Hoje bem perto
De uma longa e distante escolinha
Onde me passeei em busca de alguém
Sabedor de nós dois
Mas que de luto trajava já
Vi-te de relance meio de costas
Em semiperfil
Chaves balançando na tua sinistra
Trajando jeans de calça e colete
Sobraçando pela destra
Um peado saco com recordações
Que te faziam inclinar demais
Quiçá nunca te havia visto assim
Repentinamente tudo se silenciou
E uma voz quase a meu lado
Me perguntava se desejava ajuda
Para a estrada atravessar
Respondi-lhe que sim
E que me desse o seu ombro direito
Para melhor o poder fazer
Já em casa
Meu computador novas me dava
Pelos cegos surdos e mudos e-mail
Sempre com a mesma coisa
Sempre e-mail’s repassados
Com sinais de achados e perdidos
Em busca de donos predispostos
Actuarem como lares de abandonados
Naveguei pela nete
Bloguei quê bê
Sem perguntas nem respostas
Visitei-te para te ler
Esmoreci com teu silêncio
Enviei-te um e-mail para saber de ti
Cadê respostas …
Respostas adonde andais…
Até agora ainda não deste sinais
Nem de fumos nem de bites nem de bytes
Olhei para os relógios
Do tempo usual e do meu tempo
Fiz zapping pelas estações de Tv
Telenovelas de chorar e arrepiar
Preencheram restos livres do meu serão
Peguei neste pedaço de página electrónica
Bite a bite e byte a byte
Fui-lhes dando espaços bem mais curtos
Para que depois desta feita em caracteres
A espete no meu Blogue para a leres
Em busca de te dar e receber em silencio
Novas maduras frescas e boas da tua lavra
Não me pareceu encontrar-te…

Marcolino Duarte Osório
- Peregrino –
2007-05-25
Copyright © 2004/2007 – Peregrinações.Net – Textos e Poesias sem Rima de Raízes Populares – Proc. Nº 5639/2004/2007 Do Ministério da Cultura Inspecção-geral das Actividades Culturais.

E depois, a Patrícia, que conseguiu me impressionar escrevendo um belo poema dedicado à "Pia". Sim, "Pia", aquela da torneira e tal... Um objeto inanimado que pelas palavras dela se tornaram poesia.
Então eu pergunto: não fosse a internet, como é que eu conheceria um poema sobre a "Pia"?

Pia

Diante de um mundo que acontece oferecendo lar, não lhe necessita mais que um canto miúdo de umidade para que se faça de dedicar serviço às gentes que se movimentam, se lavam, criam e se mascaram. Leito de rio artificial, imunda do que foi nosso e por pertences usados para enfeitar beleza, propriedade. Foi criada por estas mesmas mãos que pouco lhe reservam a atenção. O objeto criado soa como filho ao ser criador, mas não este. Os seus elementos todos que lhe compõem em uma única ocupação possuem tamanha essencialidade na proporção do descarte em que lhe encaram. Coisa sem fundamento esta, mas sim... Se os aspectos infundados são os de maior significado sensível, pois sejam. E que esta, de quem possuo a honradez de citar, comporta tanto significado quanto inserventia importante. Faz-se de cores e forma e material cada uma, mas sem a escolha de se escolher a origem. Com data para ser imóvel, leva em movimentos naturais o que ainda descartamos com nojeiridade, desprezo e repulsa. Recolhe pequenos tantos pedacinhos de nós, que morrem ali afogados na correnteza que nasce sobre si. Pobre, não lhe sobra uma única palavra de consolo, nem para a despedida. Vão-se os corpos como se pudessem ressurgir. Ou ressurgem quando o limite desta acolhedora rompe-se e seu interior desemprega após imenso descuido. Fica ali, rodeada de pedra escura, em água em gotas rápidas, recebendo aquela humanidade periódica.

Parabéns, Ricardo, agora boa sorte no debate do dia 15 e nos traga registros de lá.
Grande abraço!

Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Se meus amigos estão felizes, eu estou feliz!

Então, depois da expectativa, como eu falei ontem, o livro "Marcado Pelo Passado" da minha amiga Georgia do "Saia Justa" ficou pronto. Você pode acessá-lo AQUI ou clicando na figura. Lá tem as instruções de como ler e como comentar. Então, não perca!!!



Outra coisa que me deixou muito feliz foi a indicação de outra amiga talentosa, a Saramar, para integra a Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores (AVSPE) da prestigiada poeta Efigência Coutinho. Convido a todos para conhecer a sala desta amiga querida:




Quer uma amostra de Saramar? Então veja só:


Tango

Em San Telmo, amor,
deixei escrito
na parede de florzinha inglesa:
vem ser meu sonho,
me deixa morder seu peito,
vamos inventar um tango
e lhe deixo enredar meus pés,
dobrar-me as costas
e, em seu leito,
domar meu corpo.
Vem.
Saramar



Parabéns, Saramar! Nada mais justo. Convite mais do que merecido pra quem conhece alguma coisa da sua obra. Já estive lá fiquei encantado.

Deixo meus parabéns e flores para a Georgia e para a Saramar!



Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Dia da Bandeira e lançamento do livro de uma grande amiga...


Palavras da
Georgia do blog "Saia Justa":



"Parece mentira mas é verdade.

Estou convidando todos vocês para o lançamento do meu livro online na próxima terça-feira, dia 20.11.2007, aqui na Saia Justa.

A partir de terça-feira o link será aqui liberado e vocês poderão lê-lo gratuitamente.

Marcado pelo passado conta uma trama, uma história de amor onde a ficção bem que poderia ser a realidade de alguém e quem sabe não a foi?

Uma decisão boba do passado mudou o futuro de Benjaminn Hallmann. Dono de um potente jornal em Düsseldorf, ele é o principal suspeito no aparecimento dos corpos encontrados em 4 países na Europa.

Todos os corpos tinham um barco tatuado na nuca. Que significado teria tudo isso?

Steffany, esposa de Ben é uma mulher astuciosa, inteligente e bonita. Seu envolvimento com o cunhado a leva a decisões mirabolantes em toda esta trama onde ela se descobre apaixonada por Ben. Ela, que sempre brincara com os sentimentos de todo mundo agora se via apaixonada pelo próprio marido. E tenta desesperadamente salvá-lo do próprio irmão. Seria tarde demais para conquistar-lhe a confiança?

Uma séria e intrigante rivalidade envolvia Ben com seu pai Freddy e seu irmão Georg Hallmann a ponto de um desejar a morte do outro.

Freddy estava envolvido numa pesquisa científica muito importante que iria revolucionar o mundo. Mas os dados sumiram e inicia-se então um ciclo de mortes e revelações que levará Ben a participar de uma vertiginosa aventura.

Gabriella é uma redatora que chegou na vida de Ben fazendo com que ele tivesse esperanças de ser feliz e esquecer o seu passado sombrio. Ela é a mulher por quem ele estaria apaixonado. Com ela ele queria trilhar o seu futuro mas para que isso pudesse acontecer ele teria que sobreviver a toda esta trama que ele estava envolvido. Um grande abraço da dona da Saia e até terça-feira."

Gerogia, querida, claro que eu vou estar aí amanhã... Não perderia isso por nada! Parabéns! Beijo!

E como hoje é o "Dia da Bandeira" e quem for falar sobre isso irá falar sobre a Bandeira Nacional, eu resolvi fazer a diferença e falar sobre a Bandeira de Mato Grosso.

História

Além de ser o primeiro dos símbolos, a bandeira foi criada pelo general Antônio Maria Coelho, o herói da Retomada de Corumbá, no alvorecer da República. A Bandeira do Estado de Mato Grosso é uma das mais antigas, pois a sua criação ocorreu apenas 73 dias depois da instituição oficial da Bandeira do Brasil, através do Decreto n° 4, do então Governo Provisório da República do Brasil, em 19/11/1889. Conforme a Bandeira do Brasil, a Bandeira de Mato Grosso possui as quatro cores nacionais: o azul, o branco, o verde e o amarelo, com o predomínio do azul e do branco.

A Bandeira de Mato Grosso é azul, com losango branco, tendo no centro uma esfera verde e uma estrela amarelada com suas pontas tocando, como diz o citado Decreto n° 2, "a circunferência da esfera". Embora sem ter as cores nos mesmos espaços geométricos, a Bandeira de Mato Grosso apresenta as suas identificações com a Bandeira do Brasil. O azul corresponde ao céu, que a Bandeira do Brasil retrata como sendo o da noite de 15/11/1889, no Rio de Janeiro, cidade onde ocorreu a Proclamação da República.

Na sua rica simbologia, o céu representa uma evolução do princípio espiritual, acima da matéria, em busca da perfeição. O seu losango branco exalta o culto à mulher como símbolo básico da República, que o Positivismo considerava um Símbolo da Humanidade. O branco do losango, além da pureza que expressa, significa o também Zodíaco, enriquecido e valorizado pelos movimentos do Sol, da Lua e dos planetas, por entre suas 12 constelações: Peixes, Carneiro, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio e Aquário. Como se vê, os 12 signos nem sempre correspondem às identificações da Astronomia. De origem grega, se refere às constelações dos animais que Hiparco descobriu há 22 séculos.

O branco simboliza a paz e a concórdia, pelo lado político, e o otimismo e a virtude, pelo angulo psicossocial. A esfera verde exalta a soberania nacional, com destaque às riquezas das suas matas. A cor verde caracteriza a esperança e a juventude, transmitindo mensagem ecológica da convivência equilibrada do homem com a natureza, buscando o desenvolvimento, mas respeitando sempre o meio-ambiente.

Por fim, a grande estrela amarela. A humanidade sempre esteve voltada para o firmamento, em busca de símbolos e de respostas às muitas indagações que surgiram ao longo dos séculos. A estrela foi um dos mais importantes símbolos dos ideais republicanos, integrando com destaque a Bandeira do Brasil. Com esta simbologia da Estrela-Estado exaltada nos Estados Unidos, e anteriormente já aproveitada na Bandeira do Brasil Império, a Bandeira do Estado de Mato Grosso reverenciou a filosofia positivista dominante então e ao mesmo tempo interligou a grandeza territorial mato-grossense com a imensidão do universo.

Na Bandeira do Brasil, a estrela que representa o Estado de Mato Grosso é a de Sírio, ou Sirius, de primeira grandeza, da Constelação de Cão Maior, proporcional à superfície do Estado. Está localizada no lado esquerdo da esfera celeste-azul, abaixo da palavra "Ordem". É a segunda em observação decrescente.

A "Bandeira Particular do Estado de Mato Grosso", criada pelo Decreto do Governo Provisório n° 2, de 31/01/1890, vigorou até 08/10/1929, quando foi sancionada a Lei n° 1.046, que a aboliu, de autoria do deputado estadual Oliveira Meio, que em 27/09/1929 apresentou projeto-de-lei, de evidente objetivo político, para magoar Dom Francisco de Aquino Corrêa, que governou o Estado de 1918 a 1922, e autor da "Canção Mato-grossense", lançada em 08/04/1919, quando das festividades do bicentenário de Cuiabá. A Bandeira de Mato Grosso em vigor é igual, em tudo e por tudo, à aquela "Bandeira Particular" de 1890 criada pelo governador Antônio Maria Coelho.

DECRETO N° 2/1890

Cria a Bandeira Particular do Estado Federal de Mato Grosso.
O Brigadeiro Antonio Maria Coelho, Governador do Estado de Mato Grosso por aclamação do povo e nomeação do Governo Provisório dos Estados Unidos do Brasil,
DECRETA:
Art. 1
° - A bandeira particular do Estado Federal de Mato Grosso será azul, com losango branco, no centro deste uma esfera ou globo verde e uma estrela amarela com os raios tocando a circunferência da esfera.
Art. 2
° - Esta bandeira será alvorada nos dias de gala, abaixo da bandeira nacional.
Palácio do Governo do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá, 31 de janeiro de 1890.
ANTONIO MARIA COELHO 085:
O Decreto n
° 2, de 31 de janeiro de 1890, foi abolido pela Lei n°. 1.046, de 8 de outubro de 1929, da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso, e restabelecido pelo Art. 140, da Constituição do Estado de Mato Grosso de 11 de julho de 1947.

OBS:
O Decreto n° 2, fr 31 de janeiro de 1890, foi abolido pela Lei n°1.046, de 8 de outubro de 1929, da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, e restabelecido pelo Art. 140, da Constituição do Estado de Mato Grosso de 11 de julho de 1947.

Tá bom! Tá bom! Se você quer MESMO saber curiosidades sobre a Bandeira do Brasil, tipo o que significa cada coisa ou por que o dia da bandeira é hoje, vai AQUI!

Hoje no By Osc@r Luiz, você não pode perder um especial sobre a "Associação dos Maridos Mandados pelas Mulheres", que não é piada! Existe mesmo e fica em Diamantino-MT, com mais de 50 sócios. Credo! É o fim do mundo mesmo... Bem que avisaram que o fim do mundo estava chegando e eu não acreditei...



Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Tenha paciência que as tempestades passam...

'


"Quando encontramos na pessoa com quem
convivemos alguma irritação, manda a prudência

que não a perturbemos: não insistamos em

nosso ponto de vista, para não chegarmos

à discussão, e daí à briga e ao resfriamento do amor.

Antes, esforcemo-nos por diminuir a irritação.

Então, se o perceber irritado, cala-se, antes

que a irritação passe para você; domine-se, enquanto

está com a cabeça fria; deixe passar a onda..."

Carlos Torres Pastorino
o mesmo de "Minutos de Sabedoria",
dessa vez em "Teu Amor, Tua Vida"

Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

O poder da Palavra!


1)CUIDADO COM A PALAVRA NÃO. A Frase que contém NÃO, para ser compreendida, traz à mente o que está junto com ela. O NÃO existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo: pense em “NÃO”… Não vem nada à mente. Agora, vou lhe pedir não pense na cor vermelha… Eu pedi para você NÃO pensar na cor vermelha e você pensou. Procure falar no positivo, o que você quer e não o que você não quer.

2) CUIDADO COM A PALAVRA MAS, QUE NEGA TUDO QUE VEM ANTES. Por exemplo: “O Pedro é um rapaz inteligente, esforçado, MAS…”. Substitua o MAS por E, quando indicado.

3) CUIDADO COM A PALAVRA TENTAR, QUE PRESSUPÕE A POSSIBILIDADE DE FALHA. Por exemplo: “Vou tentar encontrar com você amanhã às 8 horas”. Em outras palavras: Tenho grande chance de não ir, pois vou “tentar”. Evite TENTAR, FAÇA.

4) CUIDADO COM NÃO POSSO OU NÃO CONSIGO, que dão idéia de incapacidade pessoal. Use NÃO QUERO,NÃO PODIA ou NÃO CONSEGUIA, que pressupõe que vai conseguir, que vai poder.

5) CUIDADO COM AS PALAVRAS DEVO, TENHO QUE OU PRECISO, que pressupõem que algo externo controla a sua vida. Em vez delas use QUERO, DECIDO.

6) Fale dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo, utilizando o verbo no passado. Isto libera o presente. Por exemplo, “Eu tinha dificuldade em fazer isto…”

7) Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo presente do verbo. Por exemplo: em vez de dizer “Vou conseguir”, diga “Estou conseguindo”.

8) Substitua o SE por QUANDO. Por exemplo: em vez de falar “Se eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”, fale “Quando eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”.

9) Substitua ESPERO por SEI. Por exemplo: em vez de falar “Eu espero aprender isso”, diga “Eu sei que vou aprender isso”. ESPERAR suscita dúvidas e enfraquece a linguagem.

10) Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. Por exemplo: Ao invés de dizer “Eu gostaria de agradecer à presença de vocês”, diga “Eu agradeço a presença de vocês”. O verbo no presente fica mais forte e concreto.


Estas dicas eu aprendi lá no blog "Constante Evolução", do meu amigo Kezyo. Obrigado, amigo! É sempre uma "Constante Evolução" visitar o seu blog!

O Iceberg


Por
Joel Rogério, meu cada vez mais querido amigo do "Crônicas do Joel".

O Iceberg


Dedicado ao amigo Oscar Luiz.

“Apenas sabíamos que uma reta, se lhe apetece, pode ser curva ou quebrada e que as estrelas errantes são crianças que ignoram a aritmética.” Rafael Alberti


– Rose, Rose, Rose...
– Jack, Jack, Jack...

Se procurava o casal enamorado, Rose e Jack, no momento mais trágico da sua história de amor impossível, vivido clandestinamente. Era o momento do naufrágio do Titanic. Ante a onipotência do iceberg, o navio afunda partido ao meio. O casal é lançado às água, e Jack, não resistindo ao frio arrasador do Atlântico, morre fazendo Rose lhe prometer que continuará viva, mas livre, e que realizará todos os sonhos que ela tiver.

Era no cinema, em Governador Valadares. A emoção levava às lágrimas os mais sensíveis. Bem próxima à minha poltrona estavam o Digo e a namorada. Pareceu-me que viera dali um choro que sofria para disfarçar-se. Parecia ser o Digo - ele estava um pouco afastado da namorada. Pagaria outro bilhete de entrada para saber, e pagaria outro para vê-lo “sentimentoso”: um espetáculo!

Continue lendo AQUI.

Muito, muito, muito, muito obrigado mesmo meu amigo! You make my day!

Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Meme dos Cinco Livros

A pedido da querida Thiane e de outra querida, a Van, vão aí os cinco livros que eu fiquei devendo:


Nove Noites (Bernardo Carvalho)

As Detentas do Presidio Feminino (Tânia Regina de Matos)

Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach)

Auto da Compadecida (Ariano Suassuna)

O Evangelho Segundo o Espritismo (Alan Kardec)


Obrigado, minhas amigas. Beijos e mais beijos!

Sábado, 16 de Junho de 2007

80 anos de Ariano Suassuna


Aqui morava um rei


"Aqui morava um rei quando eu menino
Vestia ouro e castanho no gibão,

Pedra da Sorte sobre meu Destino,

Pulsava junto ao meu, seu coração.


Para mim, o seu cantar era Divino,
Quando ao som da viola e do bordão,
Cantava com voz rouca, o Desatino,

O Sangue, o riso e as mortes do Sertão.


Mas mataram meu pai. Desde esse dia

Eu me vi, como cego sem meu guia
Que se foi para o Sol, transfigurado.


Sua efígie me queima. Eu sou a presa.
Ele, a brasa que impele ao Fogo acesa

Espada de Ouro em pasto ensanguentado."



Homenagem a Ariano Suassuna, sábio paraibano que dispensa apresentações e que completa na data de hoje, seus primeiros 80 anos. Parabéns!


Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

13 de Junho e Santo Antônio


Dia 13 de junho é dia de Antônio, o santo casamenteiro. Mas quem foi este homem humilde que se tornou um dos ícones mais populares da cristandade latina? Fernando Nuno nos revela nesta biografia como Antônio descobriu sua vocação e superou tentações e dificuldades para segui-la. Também conhecido como 'santo do povo', dedicou-se, sobretudo, a promover o amor em seu sentido mais amplo - entre homem e mulher, entre Deus e suas criaturas, além da paz entre os inimigos. Nascido Fernando Martins de Bulhões, há oitocentos anos, mudou seu nome para Antônio em homenagem ao eremita Santo Antão - fundador do movimento monástico -, quando entrou para a ordem dos franciscanos. Viveu num período rico em acontecimentos, no auge das Cruzadas - época de violência e intolerância, mas na qual também estavam sendo criadas as primeiras universidades e as catedrais. Em meio a um cenário de grandes conflitos, surgia alguém que combatia a violência e a ignorância apenas com a palavra, o debate. Um homem que dedicou sua vida ao auxílio ao próximo e que ficou famoso por seus sermões e milagres. Quase à margem da História oficial, Antônio se dedicava ao povo mais humilde, levando consolo e tranqüilidade aos ambientes perturbados e pobres da época.

Fonte: Livraria Cultura


Noite de Autógrafos
Quinta-feira, 28 de junho às 18:30 Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP




Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Post enoooooorme a pedido da Poliane: cinco livros que marcaram a minha vida!

Claro que escolher cinco é difícil. Como diz a Renata, toda a "Coleção Vagalume", por exemplo, deveria estar aqui... O Pequeno Príncipe, eu tinha não só o livro, mas um LP (vinil) daqueles de 78 rotações, onde quem narrava a história era o Paulo Autran. Muito legal! Herança! Mas tá bom, só cinco, vamos tentar:

Coisas de quem já era Biólogo desde criança e não sabia!

O Menino do Dedo Verde

Autor: Maurice Druon

Título original “Tistou les pouces verts”

Editora no Brasil: José Olympio

Lançado em 1957

Tistu é um menino muito feliz, que nasceu e foi criado com todo o luxo que seus belos pais - donos da maior fábrica de canhões do mundo - podiam dar e o dinheiro podia comprar. Morava numa mansão - a "Casa-que-Brilha" - e tinha criados que o adoravam. Ao completar oito anos, seus pais decidem que já é hora do filho conhecer as coisas da vida e se preparar para, no futuro, assumir e dar continuidade aos negócios da família. No entanto, logo no primeiro dia de aula o menino é expulso do colégio por dormir durante as aulas. Com isso, os pais de Tistu decidem que a educação do menino se fará dentro de casa, sem livros, através de suas próprias experiências e observações. No dia de sua primeira aula com o jardineiro Bigode, Tistu descobre um dom excepcional: ele tem o dedo verde - o que significa que basta um toque de seu polegar para que surjam plantas e flores onde quer que ele encoste. Com as aulas do Senhor Trovões, ele entra em contato com a violência urbana cotidiana e conhece a infelicidade e a tristeza. Inconformado, Tistu decide mudar o mundo apenas com o toque de seu dedo verde, começando pela cidade onde mora, Mirapólvora.


Foi o único que primeiro eu vi o filme e depois fui atrás do livro!

O Caso dos Dez Negrinhos

Autor: Agatha Christie

Título original “Ten Little Niggers

Lançado em 1939

Este livro conta a história de dez pessoas que nada têm em comum, e sem se conhecer umas às outras, são convidadas por um misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam todos o convite e embarcam num barco local para a ilha.

Na primeira noite em que todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitável, levou à morte de outras pessoas. Os convidados começam a ser assassinados inacreditavelmente, um a um, tendo por pista uma trova infantil. O final é simplesmente surpreendente e a genialidade de Agatha Christie faz com que seja impossível deduzir o assassino. O leitor fica realmente preso até o final deste thriller policial.

O livro causou polêmicas, principalmente nos Estados Unidos, por conta dos "negrinhos" no título. Por conta disso, os títulos do livro disponíveis no mercado americano são: And Then There Were None ou Ten Little Indians. O livro chegou a ser publicado no Brasil, nos anos 1950, com o sugestivo título: O Vingador Invisível. Em Portugal, a tradução deste livro deu pelo nome de "Convite para a Morte".

O Caso dos Dez Negrinhos foi teatralizado em 1943 com o título Os Dez Indiozinhos e encontra-se na forma de texto de teatro no livro A Ratoeira e Outras Histórias (Editora Nova Fronteira - 1976).


Qualquer adolescente na década de 80 leu e ficou assustado!

Quem não fez isso, não está aqui para contar!

Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída

Autor: Kai Hermann & Horst Rieck

Título original “Ten Little Niggers

Lançado em 1939

Nove entre dez jovens na década de 80 leram ou pelo menos ouviram falar da chocante biografia de Christiane F., uma adolescente alemã de apenas 13 anos que, em meados dos anos 70, afundou no vício de heroína e entrou na prostituição para sustentar suas doses diárias.

Seu relato contava desde o primeiro contato com drogas leves até a rotina das picadas, a disputa pelos clientes e a perda de amigos vítimas de overdose. Para os que não tiveram a oportunidade de ler o livro e encontravam dificuldades para encontrá-lo nas livrarias, nem tudo está perdido. "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída" foi relançado neste ano pela editora Bertrand Brasil. Desta vez, quem ilustra a capa é o rosto dela mesma, numa foto da época.

Christiane descreveu com uma riqueza de detalhes várias situações comuns na vida de um drogado, mas muito distantes de quem nunca esteve nessa condição. Através do livro ela pode nos dar uma idéia da sensação que se tem ao injetar heroína na corrente sangüínea ou o desespero das crises de abstinência. O resultado não poderia ser outro: tornou-se um best seller mundialmente.

Em 1981, a história de Christiane F. chegou às telas do cinema. Com 124 minutos, o filme, que possui o mesmo nome do livro, tem a participação mais do que ilustre do cantor inglês David Bowie, ídolo de Christiane na época. Ele aparece em um show cantando "Station to Station", uma de suas músicas mais belas e que mais a perturbavam.

Desde o lançamento do livro, vários boatos correram o mundo acerca de que fim teria levado Christiane. Quem leu a história certamente se perguntou: será que ela realmente conseguiu abandonar as drogas? Ou será que ela sofreu uma overdose num banheiro público?

Aos que temiam um fim trágico para Christiane, ao menos uma boa notícia: ela cria sozinha uma filha de três anos. Com uma mãe dessas, esclarecimentos sobre drogas definitivamente não serão um problema.

Leia o trecho em que o livro fala da mistura de vinagre com heroína:

"Achei que desta vez era o fim. Mas não era uma overdose, era só vinagre. Perdi toda a resistência e meu corpo não me obedecia mais. Foi assim que os outros morreram. Muitas vezes, depois de uma picada eles perdiam a consciência. E um dia eles não acordavam mais. Não sei mas por que tive tanto medo de morrer. De morrer só. Os drogados morrem sós. Mais freqüentemente em banheiros fedorentos. Tive então, uma verdadeira vontade de morrer. No fundo não esperava por outra coisa. Não sabia o que estava fazendo no mundo. Antes, eu também não sabia muito bem. Mas um viciado vive para que? Para se destruir e destruir aos outros? Pensei, naquela tarde, que seria melhor que eu tivesse morrido, mesmo que fosse só pelo amor a minha mãe. De qualquer forma, não sabia mais se existia ou não."


Risadas e Diversão Garantida, ou seu dinheiro de volta!

Comédias da vida privada - 101 crônicas escolhidas

Autor: Luís Fernando Veríssimo

Editora no Brasil: L&PM

Lançado em 1994

Esta é uma antologia de contos e crônicas publicadas por Veríssimo ao longo de toda a vida, mas para muita gente foi a porta de entrada na obra do escritor. O livro continua sendo um grande sucesso, teve suas histórias adaptadas para uma série da Rede Globo e pode vir a ser transformado em filme.


Uma combinação de memória e imaginação.

Nove Noites

Autor: Bernardo Carvalho

Editora no Brasil: Companhia das Letras

«Se faço as contas, vejo que foram apenas nove noites. Mas foram como a vida toda.»

Em 2003, Bernardo Carvalho ganhou dois dos principais prémios literários atribuídos no Brasil; o prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, na categoria romance, com "Mongólia" e, a meias com Dalton Trevisan ("Pico na Veia") o Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, com o romance "Nove Noites".

NOVE NOITES narra uma investigação, a 62 anos de distância, sobre a misteriosa morte de um antropólogo americano, Buell Quain, que se suicida após uma estada com os índios krahô, no Brasil, quando subitamente regressava à civilização.

Não sabemos quem investiga, até porque ninguém nunca lhe perguntou a razão da sua curiosidade. Há a desculpa de querer escrever um livro, que vai adiantando para não levantar suspeitas. Pela sua mão somos guiados por entrevistas com pessoas que privaram com Quain, arquivos públicos, e memórias deixadas em cartas, escritas pelo suicida antes de morrer, e por um seu amigo, com quem partilhou nove noites de conversas e revelações.

São vários mistérios que se interligam, e adensam a narrativa, em que o leitor partilha a claustrofobia e evasão de identidade das personagens.

Bernardo Carvalho junta habilmente a realidade e a ficção, o romance e a investigação que desenvolveu sobre os índios e sobre o antropólogo. Como nos diz o próprio autor nos agradecimentos «é uma combinação de memória e imaginação, - como todo o romance, em maior ou menor grau, de forma mais ou menos directa.».

Belém Barbosa


Pronto, missão cumprida! Ufa!
Agora, passo o meme pra Berenice, a Bibliotecária, que deve ter muito a nos acrescentar, e à Renata Emy, que está mais criativa que nunca agora.
Beijos à Poliane, à Berenice e à Renatinha!